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Museu do Índio Tükuna

Em 2011, o Museu do Índio Tükuna da IENH recebeu mais de 2.100 visitantes, incluindo alunos da IENH e da comunidade externa. Fundado em 1981, o museu conta a história de uma tribo indígena através do olhar da antropóloga Jussara Gruber, que entre 1977 e 1979 conviveu com os tükunas na região do Alto Solimões, no Estado do Amazonas, na região conhecida como Tríplice Fronteira, pois ali estão as fronteiras do Brasil, do Peru e da Colômbia.

Inicialmente, a pesquisa de campo originou a instalação do museu na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) de Porto Alegre, passando depois para a FEEVALE, em Novo Hamburgo e desde 1981 está na IENH, sendo sua inauguração datada de 25 de setembro do mesmo ano, na direção do Professor Ernest Sarlet. 

Segundo Rodrigo Luis dos Santos, organizador dos acervos do Museu, o professor Ernest acreditava na importância de entender diferentes culturas, por isso se empenhou em trazer o Museu para a IENH.

O museu traz no seu acervo mais de 300 peças de madeira, cerâmica, ornamentos de festas e rituais, instrumentos de trabalho cotidiano, além de fotos que relatam o dia-a-dia dos integrantes desta tribo.

Entre curiosidades e histórias, a tribo se destaca por ter o principal rito de iniciação direcionado às meninas, diferente do que acontece com a maior parte das nações indígenas.

É possível perceber através das peças dos trabalhos de artesanato, tecelagem, pintura e cerâmica, a riqueza cultural e a enorme capacidade dos integrantes desta tribo, além de observarmos aspectos muito interessantes de sua espiritualidade e seu cerimonialismo religioso, suas relações de trabalho, família e sociedade e sua ligação extremamente forte e respeitosa para com a natureza, presente na maioria das peças criadas.

O Museu do Índio Tükuna da IENH está aberto para grupos escolares, recebendo estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio. O grupo poderá ter, no máximo, 40 adolescentes ou 50 crianças e um professor. As atividades com grupos escolares têm início em março de cada ano e permanecem até dezembro. A duração média das visitas é de uma hora, sendo a visitação marcada através de agendamento de data e horário. O horário de atendimento é de segunda a quinta-feira, das 13h30min às 17h30min e na sexta-feira, das 8h às 12h. O agendamento para demais horários é possível, mediante a possibilidade dos organizadores do Museu. O telefone para contato é (51) 3594 3022.

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